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Open Access Peer-Reviewed
Article

Diet and Phosphate Binders in the Management of Secondary Hyperparathyroidism

Dieta e Quelantes como Ferramentas para o Manuseio do Hiperparatireoidismo Secundário

Aluizio Barbosa de Carvalho; Lilian Cuppari

Abstract:

Phosphorus, an essential element for cell metabolism, has its homeostasis maintained in the body by the integrated actions of intestine, bone and kidneys. Hyperphosphatemia, mainly due to derangements in phosphorus metabolism, is a serious complication of chronic kidney disease (CKD) responsible for the high rates of mortality in this population. Elevated serum phosphorus is found in about 60% of the patients on maintenance dialysis. Several factors can contribute to hyperphosphatemia, including high phosphorus intake, inappropriate use of phosphate binders, poor dialysis efficiency and the bone turnover condition. For these reasons the treatment of hyperphosphatemia is still a challenge for nephrologists. In CKD stages 2 to 4 a low phosphorus intake is often achieved since dietary protein restriction, with consequent phosphorus reduction content is usually employed for these patients. In contrast, considering the elevated protein requirement of patients on dialysis it is not possible to reduce phosphorus intake in a significant manner without harmful consequences in the nutritional status. Thus, the use of phosphate binders is always necessary for these patients. For better results, however, the binders must be taken together with the meals to guarantee a satisfactory mixture with food. Calcium based phosphate binders or those binders free of calcium or metals such as sevelamer are among the most used ones. Calcium intake provided by phosphate binders should not exceed 1500 mg/day or 2000 mg/day, considering the calcium provided by the diet. However, for patients with hypercalcemia, calcium based phosphate binders should be avoided. Finally, it is important to address that the success of the treatment relies on the involvement of all members of health care team in particular the nutritionist

Descriptors: Hyperphosphatemia. Chronic kidney disease. Phosphate binders. Dietary phosphorus.

Resumo:

O fósforo é um elemento fundamental no metabolismo celular e sua homeostase é mantida pelo sistema digestivo, remodelaçao óssea e rins. Uma das principais alteraçoes no metabolismo do fósforo, a hiperfosfatemia, pode se tornar uma situaçao de grave morbidade para pacientes com doença renal crônica (DRC), sendo considerada atualmente uma responsável indireta pela alta taxa de mortalidade dessa populaçao. Cerca de 60% dos pacientes em diálise apresentam níveis de fósforo elevados. O excesso de ingestao de fósforo, o uso inadequado de seus quelantes intestinais, a inadequaçao dialítica e o status da remodelaçao óssea compoem o caráter multifatorial da hiperfosfatemia, tornando seu tratamento um dilema ao nefrologista. Na fase nao-dialítica, a restriçao de fósforo é mais facilmente implementada já que normalmente os pacientes sao orientados a ingerir reduzida quantidade de proteína, o que, conseqüentemente, acarreta uma diminuiçao no conteúdo de fósforo. Na fase dialítica, em funçao da elevada necessidade protéica, a restriçao significativa de fósforo quase nunca pode ser empregada, o que na maioria das vezes, implica na utilizaçao de quelantes de fósforo. Os quelantes devem ser ingeridos junto com a alimentaçao, de forma a permitir a melhor mistura com os alimentos. Dentre os tipos mais comumente utilizados estao os quelantes à base de cálcio ou aqueles livres de cálcio ou metal, como o sevelamer. A dose de cálcio elementar proveniente de quelantes nao deve exceder a 1500 mg/dia ou 2000 mg/dia, se considerado o cálcio da dieta. Pacientes com hipercalcemia nao devem utilizar quelantes que contêm cálcio. Finalmente, é importante ressaltar que o sucesso do tratamento da hiperfosfatemia da DRC requer o envolvimento de toda a equipe multiprofissional, particularmente do nutricionista.

Descritores: Hiperfosfatemia. Doença renal crônica. Quelantes de fósforo. Fósforo dietético.


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