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Open Access Peer-Reviewed
Suplemento

Temas Livres Orais

DIALISE

TLO: 01

Preditores clínicos e ecodopplercardiográficos de morte súbita na doença renal crônica em hemodiálise

Silvio Henrique Barberato1; Sérgio Gardano Elias Bucharles2; Marcia FA Barberato1; Roberto Pecoits Filho3

1. Crdioeco - Centro de Diagnóstico Cardiovascular, Curitiba, PR, Brasil
2. Fundaçao Pró Renal Curitiba, Curitiba, PR, Brasil
3. Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, PR, Brasil

INTRODUÇAO: Doença cardiovascular é a principal causa de morbidade e mortalidade na populaçao com Doença Renal Crônica (DRC). Morte súbita (MS) é a principal causa de óbito nos pacientes em hemodiálise (HD) de manutençao, mas há pouca informaçao a respeito dos fatores de risco associados. Objetivos: identificar preditores clínicos e ecodopplercardiográficos de MS entre pacientes em HD.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo de caso-controle aninhado em pacientes de HD prospectivamente acompanhados em uma unidade de tratamento hemodialítico crônico. O desfecho primário foi MS. As variáveis foram comparadas por teste t de Student ou qui-quadrado e preditores independentes foram determinados por análise de regressao logística multivariada.
RESULTADOS: Foram estudados 153 indivíduos (idade 50 ± 15 anos, 58% homens) acompanhados por 23 ± 14 meses. Durante esse período, ocorreram 35 mortes, das quais 17 MS. Comparados com o grupo controle pareado para sexo, idade e índice de massa corpórea, nao houve diferenças em duraçao do tratamento por HD em meses, parâmetros laboratoriais usuais, pressao arterial, tabagismo, uso de betabloqueadores ou IECA, fraçao de ejeçao, dimensoes do ventrículo esquerdo e índices de funçao diastólica. Por outro lado, encontrou-se no grupo MS maior prevalência de insuficiência cardíaca prévia, infarto agudo do miocárdio prévio e diabetes, além de maior massa ventricular esquerda indexada (MVEi), tamanho do átrio esquerdo e pior desempenho miocárdico pelo índice de Tei. Após análise multivariada, diabetes (OR = 0,10; IC = 0,02-0,53, p = 0,007) e MVEi (OR = 1,04; IC = 1,04-1,08, p = 0,028) foram preditores independentes de MS. MVEi > 101g/m2,7 (curva ROC, p = 0,02) evidenciou as menores taxas de sobrevida (log rank test, p = 0,02).
CONCLUSOES: Pacientes em HD com diabetes mellitus e hipertrofia ventricular esquerda parecem ter o maior risco de MS. Estratégias preventivas e terapêuticas devem ser estimuladas na abordagem destes fatores de risco para minimizar a prevalência de morte súbita nesta populaçao.



TLO: 02

Efeitos de cinacalcete nas variáveis do metabolismo mineral de pacientes em diálise crônica e hiperparatireoidismo secundário clinicamente intratável

Sérgio Gardano Elias Bucharles1; Carolina Moreira Kulak2; Miguel Carlos Riella1

1. Fundaçao Pró Renal Curitiba, Curitiba, PR, Brasil
2. Departamento de Endocrinologia e Metabologia do Hospital de Clínicas - UFPR, Curitiba, PR, Brasil

INTRODUÇAO: Hiperparatireoidismo secundário (HPTs) é uma das principais complicaçoes da doença renal crônica (DRC) avançada. Seu tratamento padrao é baseado na utilizaçao de vitamina D ativada. A presença de hiperfosfatemia e/ou hipercalcemia impedem o uso continuado de vitamina D, dificultando ou impedindo o tratamento desta condiçao. Cinacalcete é um agente calcimimético que liga-se aos receptores sensíveis ao cálcio nas glândulas paratireóides, determinando diminuiçao na produçao de paratormônio (PTH), sem promover elevaçao em Cálcio (Ca) e Fósforo (P).
OBJETIVOS: Estudar as variáveis do metabolismo mineral de um grupo de pacientes em hemodiálise (HD) ou diálise peritoneal (DP) com HPTs severo e sem possibilidade de tratamento tradicional com vitamina D ou seus análogos (indicaçao de paratireoidectomia), os quais receberam Cinacalcete por período de 180 dias.
MATERIAIS: Pacientes estáveis em HD ou DP, com HPTs severo e apresentando hiperfosfatemia e/ou hipercalcemia persistentes, associados a PTH > 900 pg/ml (indicaçao de paratireoidectomia). Avaliados valores Ca, P e PTH na linha base e após 90 e 180 dias de tratamento.
RESULTADOS: Estudados 14 pacientes, 64% feminino, idade média de 52 ± 11 anos, tempo em diálise de 59,5 ± 38,7 meses, 3 DM, 5 GNC, 3 HA, 1 DRPA e 2 outras. Dez pacientes em HD e 4 em DP. Indicaçao para uso de cinacalcete foi HPTs severo associado á hiperfosfatemia persistente em 10 pacientes, hipercalcemia isolada em 2 pacientes e hipercalcemia + hiperfosfatemia em 2 pacientes. Valores iniciais de PTH em 1448 ± 390,8 pg/ml, os de Ca 9,5 ± 0,9 mg/dl, de p 6,02 ± 1,3 mg/dl e de fosfatase alcalina em 234 ± 162 UI/ml. Após 90 dias de uso de Cinacalcete, valores PTH declinaram para 831,9 ± 412,2 e após 180 dias, 445,8 ± 203,2 pg/ml (Anova, p < 0,001). Após 90 e 180 dias, valores de Ca caíram para 8,9 ± 0,6 e 8,8 ± 0,7 mg/dl (Anova, p = 0,05), valores de p para 5,4 ± 0,9 e 4,8 ± 0,8 mg/dl, respectivamente (Anova, p = 0,013), e valores de fosfatase alcalina nao sofreram modificaçoes significativas (linha de base x 180 dias; p = 0,67). Ocorreram 8 episódios de hipocalcemia em 180 dias de observaçao. Após 180 dias de tratamento 9 pacientes (64%) apresentavam valores de PTH < 500 pg/ml, 4 pacientes p > 5,5 mg/dl, nenhum paciente Ca > 10,4 mg/dl e 1 paciente permaneceu listado para paratireoidectomia. A dose média diária inicial de Cinacalcete foi 36,2 ± 12,7 mg, com 90 dias em 50,3 ± 23,2 mg e 180 dias em 45,0 ± 25,6 mg.
CONCLUSOES: A utilizaçao de Cinacalcete nesse grupo de pacientes com HPTs severo foi segura, efetiva e determinou reduçao significativa no Ca, P e PTH dos pacientes, resultando em melhora no controle do HPTs.



TLO: 03

Avaliaçao do transporte de solutos em diálise peritoneal por três métodos (PET, mini-PET e PET modificado)

Rafael Romani1; Jacek Waniewsky2; Larissa Krueger1; Bengt Linholm2; Miguel Riella1; Marcelo Mazza do Nascimento1,3

1. Fundaçao Pró-Renal, Curitiba, PR, Brasil
2. UFPR, Curitiba, PR, Brasil

INTRODUÇAO: O teste de equilíbrio peritoneal (PET) é o método mais difundido e utilizado para avaliaçao do transporte de solutos da membrana peritoneal (MP). Outros métodos têm sido descritos a fim de trazer mais informaçoes sobre outros aspectos da MP.
OBJETIVO: O objetivo principal deste estudo foi de comparar três métodos de avaliaçao do perfil de transporte da MP: PET tradicional, Mini PET e PET modificado (PET-mod).
MÉTODOS: Uma amostra de conveniência de vinte e um pacientes, nao diabéticos com idade superior a 18 anos há pelo menos 3 meses em programa de diálise peritoneal (DP) foram submetidos a realizaçao do PET tradicional (2,5%-4h), mini-PET (3,86%-1h) e PET modificado (3,86%-4h) A concordância entre os três métodos foi analisada por meio das correlaçoes (D/P creatinina, D/D0 glicose, D/P sódio) e avaliadas por análise de variância (ANOVA), coeficiente de correlaçao de Pearson e análise de Bland-Altman.
RESULTADOS: Ao se analisar a relaçao D/P creatinina, entre os três métodos a análise de variância nao mostrou diferença estatística entre PET e PET-mod (p = 0,746). Por outro lado, isto nao foi observado ao se comparar o PET e mini-PET (p < 0,001) e entre PET mod e MINI PET (p > 0,001) Além disto, houve uma correlaçao positiva e significativa entre PET e PET-mod (r = 0,387; p = 0,009) nao se observando tal associaçao em relaçao ao PET e Mini Pet (r = 0,088 p = 0,241). Pelo Bland Altman o viés estimado entre PET e mod-PET foi -0,029 (p = 0,201). Entre PET e mini-PET 0,206 (p < 0,001).Ao se Avaliar o D/D0 glicose, entre os três métodos, a annálsie de variância nao ostro diferença significativa entre PET e mini-PET (p = 0,885) e entre PET mod e MINI PET (p > 0,001), porem com diferença significativa entre PET e PET-mod (p = 0,003). Além disto, nao se obsrevou uma correlaçao significativa entre PET e PET-mod (r = -0,161 ; p = 0,682) e entre PET e Mini Pet (r = 0,002 (p = 0,586). Pelo Bland-Altman o viés estimado entre PET e mod-PET foi 0,124 (p = 0,005). Entre PET e mini-PET -0,013 (p = 0,738). Finalmente ao se analisar a relaçao D/P sódio, ao se comparar valores dos três métodos a análise de variância nao mostrou diferença estatística entre os três métodos (p = 0,538). Além disto, nao houve uma correlaçao significativa entre PET e PET mod (r = -0,031; p = 0,390). ou entre PET e Mini Pet r = 0,163 (p = 0,176). O viés estimado entre PET e mod-PET foi 0,006 (p = 0,802). Entre PET e mini-PET 0,028 (p < 0,258).
CONCLUSAO: Baseados nos resultados acima parece existir uma boa associaçao entre os métodos de PET tradicional e PET modificado. A realizaçao do PET modificado pode ser uma alternativa ao PET tradicional em pacientes em DP, oferecendo informaçoes complementares.


DOENÇA RENAL CRONICA

TLO: 04

Efeito da suplementaçao de colecalciferol na expressao dos RNA mensageiros associados ao podócito em pacientes com doença renal crônica

Francisco José Veronese; Joao Rodolfo Teló Timm; Cristina Karohl; Mariane dos Santos; Sane Vianna Pereira; Maysa Lucena

Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil

OBJETIVO: O uso de vitamina D ou seus análogos reduz a albuminúria em pacientes com doença renal crônica (DRC), mas o seu efeito sobre a podocitúria, biomarcador de injúria glomerular, ainda nao foi demonstrado. O objetivo deste estudo foi avaliar se a suplementaçao de vitamina D3 melhora a expressao dos RNAm associados ao podócito na urina de pacientes com DRC.
MATERIAL E MÉTODOS: Vinte e sete pacientes com DRC estágios 2 ou 4 e 25-hidroxivitamina sérica [25(OH)D] < 30 ng/ml foram tratados com colecalciferol por 6 meses, com dose estratificada de acordo com o nível de 25(OH) D. Funçao renal, proteinúria, nível de 25(OH) D, cálcio, fósforo e PTHi foram medidos antes e após o tratamento. O RNAm da nefrina, podocina, podocalixina, transient receptor potential cation channel 6 (TRPC6), vascular endothelial growth factor A (VEGF-A) e transforming growth factor beta (TGF-β1) foi quantificado em células do sedimento urinário por PCR em tempo real, pré e pós reposiçao de colecalciferol.
RESULTADOS: A taxa de filtraçao glomerular aos 6 meses reduziu -4,71 ml/min/1,73 m2 em média (p = 0,010 vs. basal). A proteinúria e os parâmetros do metabolismo mineral e ósseo nao se modificaram. Os RNAm dos produtos do podócito na urina também nao tiveram reduçao significativa. Entretanto, pacientes que atingiram 25(OH)D > 20 ng/ml aos 6 meses tiveram uma tendência de reduçao da nefrina [4,48 (3,03-5,93) vs. 2,79 (1,46-4,12), p = 0,085] e da podocina [3,43 (2,54-4,32) vs. 2,50 (1,21-3,15), p = 0,079]; aqueles em que a 25(OH)D permaneceu < 20 ng/ml tiveram um aumento significativo da podocalixina [2,71(2,10-3,42) vs. 3,63(2,64-4,52), p = 0,009] e também uma tendência de maior expressao de nefrina [3,12(2,41-3,10) vs. 4,61(2,83-6,40), p = 0,072] e podocina [3,24(2,37-4,38) vs. 3,83(2,78-4,88), p = 0,091]. A correlaçao entre 25(OH)D e proteinúria foi positiva e significativa, tanto no período basal (r = 0,517, p = 0,008) quanto após a reposiçao (r = 0,539, p = 0,005).
CONCLUSAO: A reposiçao de colecalciferol nao reduziu a podocitúria ou a proteinúria nestes pacientes com DRC. No entanto, pacientes com maiores níveis de 25(OH)D ao final do tratamento mostraram uma tendência de reduçao do RNAm da nefrina e da podocina. Deve-se investigar se doses maiores ou um tratamento mais prolongado com colecalciferol, em estágios mais iniciais da DRC quando a lesao glomerular é menos extensa, teria benefício como medida de nefroproteçao.



TLO: 05

Avaliaçao da captaçao de p-cresil sulfato e indoxil sulfato por células endoteliais via Organic Anion Transporters (OATS)

Giane Favretto1; Paulo Cezar Gregorio1; Regiane Stafim da Cunha1; Alessandra Becker Finco1; Lauro Mera de Souza1; Guilherme Lanzi Sassaki1; Roberto Pecoits Filho2; Wesley Mauricio de Souza1; Andrea Emilia Stinghen1

1. UFPR, Balsa Nova, PR, BRASIL
2. PUCPR, Curitiba, PR, BRASIL

INTRODUÇAO E OBJETIVOS: p-Cresil Sulfato (PCS) e Indoxil Sulfato (IS) sao toxinas urêmicas ligadas à proteínas, responsáveis por muitas das consequências clínicas da uremia, tais como a disfunçao endotelial na doença renal crônica (DRC). Os Organic Anion transporters (OATs), representam uma família de transportadores que medeiam a absorçao de uma vasta gama de moléculas e também de toxinas urêmicas por células tubulares proximais. No presente estudo investigamos a captaçao de PCS e IS por OAT1 e OAT3 em células endoteliais vasculares humanas (HUVECs).
MÉTODOS: O PCS foi sintetizado a partir de seu precursor p-cresol através de sulfataçao utilizando ácido clorossulfônico/KOH a fim de obter um sal de potássio. A caracterizaçao foi realizada por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), espectrometria de massa (EM) e Ressonância Magnética Nuclear de H1 e C13. O IS foi adquirido comercialmente. As células endoteliais humanas (ATCC-CRL 2922) foram tratadas com as concentraçoes normal, urêmica e urêmica máxima de PCS (0,08 mg/L, 1,75 mg/L e 2,6 mg/L) e IS (0,6 mg/L, 53 mg/L e 236 mg/L) respectivamente, com e sem Probenicid (Pb), comumente utilizado como agente uricosúrico, e descrito como um inibidor de OATs. A viabilidade celular foi avaliada por MTT. O uptake de PCS e IS foi avaliado em extratos de células endoteliais à 4 °C e 37°C por CLAE. OAT1 e OAT3 foram avaliados por western blot e imunocitoquímica.
RESULTADOS: A viabilidade celular diminuiu após 24h de tratamento com PCS e IS de uma forma dose dependente (p < 0,001). O uptake de PCS e IS analisados por CLAE mostrou que a 37 °C ocorre a internalizaçao celular de PCS e IS, e quando o Pb foi adicionado, nao houve nenhuma evidência de ambas as toxinas, o que sugere que os OATs estao envolvidos na captaçao e transporte celular de PCS e IS. Além disso à 4 °C foi observada uma internalizaçao diminuída. A análise por western blot e imunocitoquímica mostraram que tanto OAT1 quanto OAT3 estao envolvidos no uptake de PCS e IS em células endoteliais, com maior expressao de OAT1.
CONCLUSOES: Os resultados do presente estudo sugerem fortemente que PCS e IS servem como substratos para OATs em células endoteliais humanas e desempenham um papel chave no uptake dessas toxinas. Nossos resultados podem ser úteis para melhor compreender os mecanismos celulares e moleculares da toxicidade urêmica em pacientes com DRC e reverter em novas estratégias terapêuticas nestes pacientes.


INSUFICIENCIA RENAL AGUDA

TLO: 06

Permanência em diálise crônica após terapia renal substitutiva em pacientes críticos: efeito da modalidade terapêutica

Fernando Saldanha Thomé; Antônio Balbinotto; Verônica Horbe Antunes; Cássia Morsch; Pâmela Dalla Vecchia; Thaís Hochegger; Ivan Cirilo Gluz

Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil

OBJETIVO: Nosso objetivo foi identificar fatores prognósticos de longo prazo que determinassem a permanência em diálise crônica após um episódio de injúria renal aguda (IRA) necessitando terapia renal substitutiva (TRS) em pacientes críticos.
MATERIAL E MÉTODOS: Uma coorte de pacientes críticos necessitando TRS por IRA estágio 3 foi prospectivamente seguida de 2007 a 2013. Doença renal crônica estágio 5 e transplantados renais foram excluídos. TRS foi hemodiálise intermitente-HDI (FreseniusTM) para pacientes hemodinamicamente estáveis ou TRS contínua-TRSC (PrismaTM or DiapactTM) para pacientes instáveis. Variáveis independentes foram: dados demográficos, creatinina basal, tipo de IRA, comorbidades, escore APACHE II, e variáveis relacionadas ao tratamento. Os desfechos foram mortalidade e dependência de diálise durante e após a hospitalizaçao. Análises univariadas (teste t de Student ou qui-quadrado) e multivariadas (regressao de Poisson com análise de variância robusta) foram realizadas, usando SPSS versao 19. O nível de significância foi 0,05.
RESULTADOS: Seguimos 2039 pacientes de 2007 a 2013 (12% dos internados no centro de terapia intensiva-CTI), com idade 58,9 ± 16,7 anos, 57% homens, 86%brancos, 23% com creatinina basal > 1,5 mg/dl, 69% com IRA clínica, 77% sépticos, 91% em ventilaçao mecânica, 86% usando vasopressores, e com APACHE II médio de 27,1 ± 8,5. TRSC (por 5,9 ± 5,3 dias) foi usada em 86% dos pacientes, sendo 72 % deles com citrato como anticoagulante. Permanência no CTI foi de 14,7 ± 16,7 dias. A taxa de letalidade foi de 63% no CTI e 71% no hospital. Trinta por cento dos pacientes nao precisaram mais de diálise no hospital. Informaçoes sobre 86% dos sobreviventes hospitalares (n = 511) foram obtidas após a alta, e 70 deles (14,3%) estavam em diálise crônica, 69% vivos. Fatores independentes associados com mortalidade após a alta foram creatinina basal > 1,5 mg/dl, diabetes e cancer. Após ajustar para idade, creatinina basal, e alta hospitalar em diálise, ter realizado TRSC foi fator protetor para permanência em diálise crônica, enquanto HDI foi fator de risco.
CONCLUSOES: A permanência em diálise crônica após episódio de IRA estágio 3 grave com necessidade de TRS aguda nao esteve relacionada a intensidade ou duraçao da falência renal aguda, mas à modalidade de tratamento.


MULTIDISCIPLINAR

TLO: 07

Efeitos do treinamento muscular periférico e respiratório em pacientes renais crônicos submetidos à hemodiálise

Fernanda de Andrade1; Rodrigo Costa Schuster1; Isabel Cristina Corso2; Dirceu Reis da Silva2; Luiz Fernando Alvarenga3

1. FSG, Caxias do Sul, RS, Brasil
2. Nefroclinica, Caxias do Sul, RS, Brasil
3. UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil

INTRODUÇAO: Os pacientes com Doença Renal Crônica em hemodiálise (HD) apresentam limitaçoes de capacidade funcional, reduçao da qualidade de vida, déficits motores e reduçao de limiares respiratórios provenientes da HD. A fisioterapia no período intradialitico pode favorecer o aumento da capacidade do exercício, a melhora da qualidade de vida, reduçao dos efeitos colaterais das doenças secundárias e associativas da DRC, aumento da força muscular respiratória e periférica.
OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é avaliar a eficácia do treinamento muscular associado (respiratório e periférico) em pacientes com DRC, submetidos à HD.
MÉTODOS: É um ensaio clinico controlado com 30 indivíduos em HD, selecionados aleatoriamente por sorteio em dois grupos: controle e intervençao. Os instrumentos de avaliaçao utilizados foram o Questionário de Qualidade de Vida do Paciente Renal, Teste de Caminhada de 6 min, Manovacometria, para aferir as pressoes máximas inspiratórias (pimax) e expiratórias (pemax), Teste de 1 RM para força muscular periférica de quadríceps, realizados no início, metade e final do estudo. O intervençao foi submetido ao treinamento (respiratório e periférico) por 3 meses, durante 30 min. nos 3 dias de HD, após 30 min. do inicio da HD. O treinamento muscular periférico (TMP) foi realizado com a estimulaçao elétrica transcutanea (FES), 20 minutos em ventre muscular e ponto motor de quadríceps associado ao movimento de flexao de quadril bilateralmente e ativo; combinado ao treinamento muscular respiratório (TMR), que foi utilizado Treshold IMT, com 30% da pimax da manuvacuometria, por 30 min.
RESULTADOS: Os resultados demonstraram aumento significativo da variável pimax com (p = 0,01) e pemax (p = 0,02) para o grupo intervençao no pré e pós intervençao, as demais variáveis de qualidade de vida, capacidade funcional e força muscular periférica nao apresentaram significância tanto pré e pós intervençao bem como entre os grupos.
CONCLUSAO: A fisioterapia contribui para uma melhora da força muscular inspiratória e expiratória de pacientes renais crônicos submetidos à HD.



TLO: 08

Polimorfismo genético e atividade enzimática da enzima conversora de angiotensina na síndrome de pré-eclâmpsia

Bruna Krauspenhar1; Fernando Sontag1; Dulce Elena Casarini2; Carlos Eduardo Poli de Figueiredo1; Bartira Ercília Pinheiro da Costa1

1. PUCRS, Porto Alegre, RS, Brasil
2. UNIFESP, Sao Paulo, SP, Brasil

OBJETIVO: Pré-eclâmpsia (PE) é uma doença de alta morbimortalidade materna e fetal, diagnosticada após a vigésima semana de gestaçao, de etiologia nao totalmente esclarecida. Segue-se na busca de biomarcadores que possibilitem um diagnóstico precoce visando um melhor desfecho da doença. A isoforma 90 kDa da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA), proposta como novo marcador de hipertensao na urina, ainda nao foi estudada na Síndrome de Pré-Eclâmpsia. Este trabalho tem como objetivo avaliar a expressao genética e enzimática da ECA na Doença Hipertensiva Gestacional.
MATERIAL E MÉTODOS: Foram incluídas 69 gestantes normotensas e com Síndrome de Pré-eclâmpsia (PE Pura ou Sobreposta). Coletou-se uma amostra de sangue para realizar o polimorfismo genético da ECA e três amostras de urina (durante a gestaçao, após o parto e pelo menos 3 meses após o parto) para realizar a análise da atividade enzimática da ECA através dos substratos Zphe e Hhl.
RESULTADOS: Comparando os dados clínicos das participantes entre os grupos analisados (Gestante normal, PE Pura e PE Sobreposta), houve diferença estatisticamente significante entre idade gestacional obstétrica, níveis pressóricos, peso do recém-nascido (p < 0,001) e peso da placenta (p = 0,030). A história familiar de hipertensao comparada com os genótipos da ECA sugere envolvimento do alelo I (p = 0,017). A razao da atividade enzimática de Zphe e Hhl foi diferente durante o período gestacional (p < 0,025) e também em relaçao aos genótipos da ECA (p < 0,001). Enquanto que a atividade enzimática isolada de Zphe e Hhl em relaçao aos genótipos da ECA nao foi significativa (p = 0,83 e p = 0,16, respectivamente).
CONCLUSOES: O alelo I parece estar associado com a história familiar de hipertensao e os genótipos que possuem esse alelo (ID, II) estao predominantemente mais presentes nas gestantes que apresentam PE. A atividade enzimática de ZPhe/Hhl apresentou comportamento diferente durante o período gestacional e também se alterou conforme a classificaçao genotípica. Os dados sugerem que os mecanismos envolvidos na hipertensao essencial possam ser diferentes dos envolvidos na hipertensao transitória e espontânea desencadeada nas Doenças Hipertensivas Gestacionais.


NEFROLOGIA CLINICA

TLO: 09

Increased urine podocyte-associated messenger RNAS in class III obese individuals are early evidence of podocyte injury

Francisco José Veronese; Sane Vianna Pereira; Mariane dos Santos; Patricia Garcia Rodrigues; Jonathan Fraportti do Nascimento; Joao Rodolfo Teló Timm; Rafael Zancan; Rogério Friedman

Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil

OBJECTIVE: This study aimed to correlate different degrees of excess weight with the expression of podocyte-associated messenger RNAs (mRNAs) in urine.
MATERIAL AND METHODS: The sample comprised 83 patients with overweight or obesity class I, II, or III, and 18 healthy controls. Expression of nephrin, podocin, podocalyxin, α-actinin-4, α3β1integrin, vascular endothelial growth factor, and transforming growth factor-beta (TGFβ1) mRNA in urine was quantified with the real-time polymerase chain reaction. mRNA expression was correlated with body mass index (BMI), the metabolic syndrome, albuminuria, and inflammation.
RESULTS: Class III obese individuals had higher levels of serum lipids, glucose, HbA1C, insulin resistance, and C-reactive protein (p < 0.05), with 85% of the subjects meeting criteria for the metabolic syndrome (p < 0,001 vs. other groups). Urinary podocyte-associated mRNAs were higher in class III obese individuals than in other groups (p < 0,05). Patients with overweight, obesity class I or class II also had higher levels of podocyte mRNAs than controls: nephrin (p = 0,021), α-actinin-4 (p = 0,014), α3β1integrin (p = 0,036), and TGFβ1 (p = 0,005). Metabolic syndrome, hyperinsulinemia, and C-reactive protein correlated with podocyturia, but only higher insulin levels were related regardless of obesity.
CONCLUSIONS: Severe obesity and hyperinsulinemia were associated with higher urinary expression of podocyte-associated mRNAs, even at normal urinary albumin excretion rates.



TLO: 10

Uricemia, uricosuria e clearence fracional de ácido úrico em pacientes com doença de parkinson

Marlon de Oliveira; Michel Paes da Silva; Maryanne Zilli Canedo da Silva; Felipe Dunin dos Santos; Helio Afonso Ghizoni Teive; Maurício Carvalho

Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil

OBJETIVO: O presente estudo visa analisar as concentraçoes séricas e urinárias, a ingestao e o clearance fracional de ácido úrico (AU) em portadores de doença de Parkinson e compará-los com um grupo controle pareado por idade e gênero.
MÉTODOS: Foram estudados 29 indivíduos, 17 pacientes com Doença de Parkinson (DP) e 12 indivíduos constituíram o grupo controle (CTR). O grupo DP foi selecionado de acordo com os três primeiros estágios da escala de Hoehn e Yahr (HY) e o grupo CTR foi selecionado em ambulatório de clínica médica. Foram dosados creatinina, ureia, AU e proteínas em urina de 24 horas e ácido úrico, glicose, insulina, creatinina, ureia, ALT, AST e fosfatase alcalina em amostra sanguínea. Em seguida, realizou-se avaliaçao nutricional, onde foram levantados dados antropométricos, como peso, estatura e IMC, e recordatório alimentar de 24 horas de três dias para avaliar a ingestao média diária de calorias, AU, carboidratos, proteínas e lipídeos. Posteriormente, realizou-se o teste de supressao da pirazinamida, com dosagem de creatinina e de AU em amostra sanguínea e urinária pré e pós administraçao de 3g de pirazinamida, para cálculo do clearance fracional de AU.
RESULTADOS: No grupo DP havia 8 homens (47%) e 9 mulheres (53%), com idade de 57,24 ± 11,35 anos. Já o grupo CTR contou com 4 homens (33,3%) e 9 mulheres (66,6%) com idade de 51 ± 10,09 anos (p = NS vs. grupo DP). Oito pacientes com DP foram classificados como grau 1, 8 como grau 2 e um paciente como grau 3 da escala de HY. O peso do grupo DP foi de 70,26 ± 12,10 kg, ingestao calórica de 2028,10 ± 489,59 Kcal/dia e ingestao proteica de 74,87 ± 22,42 g/dia. No grupo CTR, o peso foi de 76,73 ± 11,13 kg, ingestao calórica de 1958,50 ± 587,30 Kcal/dia e ingestao proteica de 81,58 ± 29,14 g/dia, todos estes valores semelhantes ao grupo DP (p = NS). O clearance de creatinina (92,54 ± 26,88 DP vs. 91,30 ± 29,23 CTR), AU plasmático (5,30 ± 1,41 vs. 5,18 ± 1,24), AU na urina (38,88 ± 16,52 vs. 31,94 ± 14,12) foram semelhantes nos dois grupos. A fraçao excretora de AU foi semelhante em ambos os grupos (0,068 ± 0,038 DP vs. 0,06 ± 0,02 CTR, p = NS). Após a administraçao de pirazinamida a variaçao do clearance fracional de AU (pós/pré) também foi igual entre os grupos (0,48 ± 0,355 DP vs. 0,507 ± 1,37 CTR).
CONCLUSAO: Nao foram observadas diferenças entre os grupos na ingestao de AU, uricemia basal, excreçao urinária pré e pós-bloqueio tubular com pirazinamida. A pequena amostra aqui apresentada talvez nao tenha sido capaz de excluir erro tipo II (poder do teste insuficiente para detectar diferença entre os grupos). A hipouricemia relatada em pacientes com DP em estudos populacionais necessita de mais estudos para identificar sua causa.



TLO: 11

Doença renal associada ao HIV e suas múltiplas facetas

Francisco José Veronese; Ivan Cirilo Gluz; Samara Fedatto; Junior Kurz; Rafael Nazário Bringhenti; Pedro Schaefer; Rafael Zancan; Elvino Guardao Barros

Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil

OBJETIVOS: A doença renal associada ao HIV tem apresentaçoes clínicas e histopatologia diversas. Neste estudo descrevemos o perfil clínico e histológico de portadores de HIV com doença renal.
MATERIAL E MÉTODOS: Estudamos 61 pacientes soropositivos para HIV, que tiveram indicaçao clínica de biópsia renal (bx). Foram avaliados dados demográficos, síndrome de apresentaçao,co-infecçoes, sorologias e a histopatologia. O nível de CD4 (céls/mm3) e da carga viral, CV(HIV1-RNA, cópias/mL) do momento da bx e no último acompanhamento foram considerados. O valor preditivo do tipo histológico, nível de CD4 e CV para doença renal crônica terminal (DRCT) ou óbito foi determinado por regressao de Cox. A sobrevida renal conforme o nível de CD4 e CV foi analisada por Kaplan Meier.
RESULTADOS: A média de idade da coorte foi 45 ± 12 anos, sendo 64% homens, 72% brancos, com 25 (9-46) meses de acompanhamento. Como co-infecçoes hepatite C (25%) e hepatite B (5%); infecçoes no momento da bx foram tuberculose (18%), herpes vírus (7%), neurotoxoplasmose (3%), citomegalovírus (2%). Como síndrome de apresentaçao: insuficiência renal aguda (64%), proteinúria nao nefrótica (34%), síndrome nefrótica (23%), síndrome nefrítica (7%) e doença renal crônica (3%). CD4 inicial foi 219 (94-452) e final 275 (104-591) céls/mm3, e a CV (N = 40) foi detectável em 53% (inicial) e 30% (final) dos pacientes. A histologia mostrou glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF) em 17 (28%) casos, sendo associada ao HIV em 14 e clássica em 3; nefrite intersticial aguda (NIA) em 26%; glomerulonefrite por imunocomplexo(GN IC) em 23% [(membranoproliferativa (7), mesangial proliferativa (3), membranosa (2), IgA (1), lupus like (1), crescêntica (1)]; necrose tubular aguda em 10%, microangiopatia trombótica em 8% e nefropatia diabética em 5%. Nefrotoxicidade pelo tenofovir foi identificada em 4 casos. Ao final do seguimento, 52% dos pacientes estavam em acompanhamento, 13% necessitaram diálise e 35% foram a óbito. O tipo histológico nao foi preditor de DRCT/óbito, enquanto CD4 inicial > 200 cels/mm3 foi protetor (Exp(B) = 0,098; IC95% 0,993-0,999; p = 0,019), e houve uma tendência do log da CV aumentar o risco para este desfecho (Exp(B) 1,675; IC95% 0,922-3,044; p = 0,08). A sobrevida renal no grupo com CD4 > 200 cels/mm3 foi 64% vs. 35% nos casos com CD4 < 200 (log rank = 9,043, p = 0,003).
CONCLUSOES: As possibilidades de doença renal associada ao HIV sao variadas, sendo prevalentes nesta amostra GESF associada ao HIV, NIA e GN IC, o que reforça a necessidade de bx nestes pacientes. Dos grupos histológicos, GESF teve a pior evoluçao. Entretanto, o fator determinante de má evoluçao foi o nível inicial de CD4 < 200 cels/mm.



TLO: 12

Hiperamonemia em queimados: necessidade de reconhecimento!

Vinícius Daher Alvares Delfino1; Fabrizio Almeida Prado1; Pedro Alejandro Gordan2; André Costa Perez1; Ivan Vitor Dal Rovere1; Paulo Henrique Pereira1

1. UEL, Londrina, PR, Brasil
2. Hospital do Coraçao, Londrina, PR, Brasil

OBJETIVOS: Identificar casos de hiperamonemia nao hepática (HNE) em pacientes queimados do Hospital Universitário de Londrina. Avaliar a ocorrência de encefalopatia hiperamonêmica e a mortalidade.
MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo retrospectivo no qual identificamos dosagens de amônia realizadas no setor de queimados no período de 09/08/2010-17/07/2014, incluímos os pacientes com valores alterados (> 35 µmol/L), posteriormente selecionando aqueles com hiperamonemia grave (> 100 µmol/L). Portadores de cirrose ou insuficiência hepática, bem como menores de 16 anos nao forma incluídos. Os prontuários foram revisados quanto a possíveis etiologias de HNE, exames laboratoriais, dados epidemiológicos e clínicos e desfechos (alta ou óbito). Insuficiência renal aguda (IRA) foi definida a partir dos critérios do KDIGO. Encefalopatia por HNE foi identificada a partir dos relatos do prontuário e por exames de imagem.
RESULTADOS: Foram realizadas 2927 dosagens de amônia, das quais 2085 estavam elevadas. 139 pacientes apresentaram 380 episódios de HNE grave (> 100 µmol/L), sendo 94 destes excluídos. Dentre os 45 pacientes restantes, havia 30 homens, a idade média era 42,5 anos, a média de superfície corporal queimada (SCQ) de 32% e ocorreram 175 episódios de HNE grave (1-33 episódios/paciente), com valores de amônia entre 100-2729 µmol/L (média de 189 µmol/L). Vinte pacientes tinham dosagens de aminotransferases disponíveis, 5 com valores significativamente alterados (AST: 379-2205; ALT: 313-900) no dia da HNE. Bilirrubinas foram dosadas em 42 pacientes, 5 com valores > 2,0 mg/dL. Trinta e nove (86,6%) pacientes apresentaram IRA em algum momento, 31 IRA grave (KDIGO 3), 28 necessitaram hemodiálise, 5 devido HNE. A maioria dos pacientes estava em ventilaçao mecânica (n = 40) ou em uso de drogas vasoativas (n = 36) durante os episódios de HNE. Em 10 pacientes houve definiçao clínica de encefalopatia, 9 realizaram tomografia e em 3 havia presença de edema cerebral. A internaçao média foi 42,4 dias e 80% dos pacientes (36/45) morreram. Causas habitualmente associadas à HNE raramente estiveram presentes.
CONCLUSAO: Esta é maior série de casos de HNE em queimados já relatada. Os mecanismos de HNE nesses pacientes nao estao claros, mas a elevada prevalência de IRA pode sugerir papel da mesma. Outros fatores - isolados ou em combinaçao- como a gravidade do quadro clínico, alteraçoes hepáticas ou musculares na depuraçao da amônia podem estar envolvidos. A elevada mortalidade associada, a ocorrência de encefalopatia e a possibilidade de hemodiálise para auxílio no tratamento da HNE indicam necessidade de reconhecimento da condiçao, especialmente por intensivistas e nefrologistas.

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